No
primeiro capítulo, a autora
propõe um estudo sobre as bases teóricas da educação lúdica.
A
autora defende a ideia de que a utilização de recursos lúdicos, como jogos e
brincadeiras, auxilia nos conteúdos para o mundo do educando e também os
professores ressaltam a importância de jogos e brincadeiras de que participaram
quando estudantes, apesar de terem sido raras as oportunidades de vivenciarem o
lúdico em suas formações.
Há um grande respaldo na inserção do
lúdico na formação dos professores quando diz que a formação lúdica se assenta
em que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da
afetividade, e ainda afirma que quanto mais o educador vivenciar a ludicidade,
maior será a chance de este profissional trabalhar com a criança de forma
prazerosa.
O
estudo da ludicidade é a desmistificação de que a brincadeira é apenas um
passatempo, algo tido como não sério sem a possibilidade de aprendizagem, ao
contrário, o jogo ou a brincadeira, além de proporcionar alegria a alunos e
educadores, é capaz de desenvolver diversas habilidades e construir
conhecimentos, importantes para o processo de ensino-aprendizado.
A
autora traz as diferenças elaboradas entre jogo, brincadeira e brinquedo,
definindo jogo como uma ação voluntária da criança, um fim em si mesmo, que não
pode criar nada, não visa um resultado final, importando apenas o processo em
si de brincar que a criança se impõe, já a definição de brincadeira é a de que
trata-se de uma ação espontânea da criança, sozinha ou em grupo, na qual ela
faz uma ponte entre a fantasia e a realidade e o brinquedo como sendo um
objeto, suporte da brincadeira ou do jogo.
As diferenças são que no jogo existem
as regras desde o início e a brincadeira se inicia a partir da
imaginação e a regra é construída no decorrer da brincadeira, de acordo com a
necessidade.
No
livro Maria Cristina mostra que o jogo
contribui para o processo de assimilação e acomodação na construção do
conhecimento e é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, pois ao
representar situações imaginárias, a criança tem a possibilidade de desenvolver
o pensamento abstrato. Propõe quatro sucessivos sistemas de jogos: de
exercício, simbólico, de regras e de construção.
Também
cita que a brincadeira e o jogo atuam diretamente na zona de desenvolvimento
proximal, possibilitando avanços na construção do conhecimento da criança
quando utilizados com fins educativos e também quando acontecem de maneira
espontânea.
Referência
Bibliográfica:
RAU, Maria Cristina Trois
Dorneles. A Ludicidade na Educação: uma atitude pedagógica. Editora IBPEX2011.
Páginas 27 a 79.
ACADÊMICO
CLEVER LUCIO AFFONSO
06/11/2014
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