quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha do 1º capítulo do livro "A Ludicidade na Educação: uma atitude pedagógica”, da autora Maria Cristina Trois Dorneles Rau

             No primeiro capítulo, a  autora propõe um estudo sobre as bases teóricas da educação lúdica.
            A autora defende a ideia de que a utilização de recursos lúdicos, como jogos e brincadeiras, auxilia nos conteúdos para o mundo do educando e também os professores ressaltam a importância de jogos e brincadeiras de que participaram quando estudantes, apesar de terem sido raras as oportunidades de vivenciarem o lúdico em suas formações.
Há um grande respaldo na inserção do lúdico na formação dos professores quando diz que a formação lúdica se assenta em que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da afetividade, e ainda afirma que quanto mais o educador vivenciar a ludicidade, maior será a chance de este profissional trabalhar com a criança de forma prazerosa.
            O estudo da ludicidade é a desmistificação de que a brincadeira é apenas um passatempo, algo tido como não sério sem a possibilidade de aprendizagem, ao contrário, o jogo ou a brincadeira, além de proporcionar alegria a alunos e educadores, é capaz de desenvolver diversas habilidades e construir conhecimentos, importantes para o processo de ensino-aprendizado.
                  A autora traz as diferenças elaboradas entre jogo, brincadeira e brinquedo, definindo jogo como uma ação voluntária da criança, um fim em si mesmo, que não pode criar nada, não visa um resultado final, importando apenas o processo em si de brincar que a criança se impõe, já a definição de brincadeira é a de que trata-se de uma ação espontânea da criança, sozinha ou em grupo, na qual ela faz uma ponte entre a fantasia e a realidade e o brinquedo como sendo um objeto, suporte da brincadeira ou do jogo.
As diferenças são que no jogo existem as regras desde o início  e a brincadeira se inicia a partir da imaginação e a regra é construída no decorrer da brincadeira, de acordo com a necessidade.
           No livro Maria Cristina  mostra que o jogo contribui para o processo de assimilação e acomodação na construção do conhecimento e é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, pois ao representar situações imaginárias, a criança tem a possibilidade de desenvolver o pensamento abstrato. Propõe quatro sucessivos sistemas de jogos: de exercício, simbólico, de regras e de construção.
            Também cita que a brincadeira e o jogo atuam diretamente na zona de desenvolvimento proximal, possibilitando avanços na construção do conhecimento da criança quando utilizados com fins educativos e também quando acontecem de maneira espontânea.
            Referência Bibliográfica:
RAU, Maria Cristina Trois Dorneles. A Ludicidade na Educação: uma atitude pedagógica. Editora IBPEX2011. Páginas 27 a 79.

ACADÊMICO

CLEVER LUCIO AFFONSO

06/11/2014

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