segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Resenha do Artigo: Avaliação Mediadora: Uma Relação Dialógica na Construção do Conhecimento, da autora Jussara L. Hoffamann

            Segundo Jussara L. Hoffamann, a avaliação escolar serve como uma ação de provocação do professor, desafiando o educando a refletir sobre as situações vividas, a formular hipóteses, encaminhando-se a um saber enriquecido.
           
            A avaliação, como dialógica, concebe o conhecimento como apropriação do saber pelo aluno e também pelo professor, como ação-ação-reflexão que se passa na sala de aula em direção a um saber aprimorado, enriquecido, carregado de significados e compreensão. Dessa forma a avaliação passa a exigir do professor uma conexão entendida como reflexão profunda a respeito de formas como se dá a compreensão do educado sobre o objeto do conhecimento.
           
            Para Hoffamann em uma avaliação mediadora o professor e aluno buscam coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorganizando-as. Já a avaliação classificatória o professor é o centro do conhecimento, o aluno passa a ser um objeto de estudo do professor, que o capta apenas em seus atributos palpáveis. Sua prática avaliativa revela intenções de coleta de dados em relação ao aluno, dele registrando dados precisos.
           
            O acompanhamento do processo de construção de conhecimento implica favorecer o desenvolvimento do aluno, orientá-lo nas tarefas, oferecer-lhe novos horizontes de aprendizagens e assim ampliar o seu saber.O professor como parceiro mais experiente tem como papel facilitar o acesso do aluno ao conhecimento.
           
            Para a autora, da mesma forma que o professor faz a mediação entre o conhecimento e o aluno, a avaliação deveria mediar todo esse processo. Assim como o médico, através de exames laboratoriais e de sua avaliação clínica prescreve medicamentos e outras medidas conforme o estado de saúde de seu paciente, o professor deveria utilizar a avaliação durante todo o processo de ensino-aprendizagem, observando como o aluno está apreendendo o conhecimento, que dificuldades enfrenta, que reformulações em seu método de ensino devem ser feitas, etc. Ou seja, a avaliação passa a ser um instrumento de regulação da aprendizagem.
           
            Assim sendo avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível, por isso não é classificatória nem seletiva, ao contrário é diagnóstica e inclusiva.
           
            A avaliação tem seu foco na construção dos melhores resultados possível, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. Por suas características e modos de ser, são praticamente opostos; no entanto, professores em sua prática escolar cotidiana, não fazem essa distinção e, deste modo, praticam exames como se estivessem praticando avaliação.
           
            Por fim a avaliação deve precisa ser pensada e efetivada como parte integrante do processo de formação, uma vez que possibilita diagnosticar questões relevantes, averiguar os resultados alcançados, considerando os objetivos propostos e identificar mudanças de percurso eventualmente necessárias. Todas as atividades realizadas são passiveis de correção para que o professor possa avaliar e diagnosticar as dificuldades que surgem durante o processo de aquisição do conhecimento.
           
            Para o aluno, avaliar deve ser um meio de superar as dificuldades e continuar progredindo, já para o professor deve ser um meio de aperfeiçoar seus procedimentos de ensino. É desse modo que a avaliação assume um sentido orientador. Ao analisar e refletir sobre os métodos de avaliação notar-se-á que existem diversos instrumentos para avaliar se o aluno esta aprendendo e se integrem nesse sentido. Portanto é preciso ter em mente que não há certo e nem errado quando se fala em avaliação no seu cotidiano, assim sendo, ela precisa ser continua e regularmente modificada e readaptada.


Referência bibliográfica:

HOFFMAN, Jussara. Avaliação Mediadora; Uma Pratica da Construção da Pré-escola a Universidade. 17.ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000

ACADÊMICA
ELISANDRA TAUFER

03/11/2014

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